O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta sexta-feira (3), revogar todas as medidas cautelares que ainda pesavam sobre o ex-governador do Tocantins Mauro Carlesse (Agir) e o ex-secretário Claudinei Quaresemin, seu sobrinho. A decisão foi proferida pelo ministro Mauro Campbell Marques, que acolheu o pedido apresentado pela defesa dos dois investigados.
Carlesse e Quaresemin haviam sido presos preventivamente em dezembro de 2024, sob suspeita de participação em um esquema de corrupção e tentativa de fuga do país. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, ambos teriam providenciado documentação e residência no Uruguai e na Itália.
Com a nova decisão, o ministro determinou o fim de todas as restrições impostas anteriormente, entre elas:
- a obrigação de comparecimento periódico em juízo;
- a proibição de manter contato com testemunhas e outros investigados;
- a proibição de deixar a comarca de residência;
- a vedação ao exercício de cargos ou funções públicas;
- e a proibição de sair do país, com entrega obrigatória do passaporte.
Em nota, a defesa de Mauro Carlesse comemorou a decisão, afirmando que ela “repara uma injustiça” e reforça que a prisão do ex-governador “foi decretada com base em elementos frágeis e irregulares”. Segundo os advogados, o STJ teria reconhecido a nulidade da medida “desde a origem”.
O processo, que segue em sigilo no STJ, continua em tramitação.




