O prefeito de Colinas do Tocantins, Josemar Carlos Casarin, conhecido como Kasarin, enfrenta a fase mais crítica de sua gestão. Além de dois pedidos de impeachment protocolados na Câmara Municipal, o gestor teve as contas do exercício de 2021 rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/TO). A combinação dos fatores aumenta a expectativa de que sua cassação seja apenas questão de tempo.
Os pedidos de afastamento apontam supostas irregularidades administrativas e financeiras. Um deles acusa o prefeito de ter recebido R$ 144 mil a título de rescisão contratual sem respaldo legal. O outro questiona o pagamento de aluguel de um imóvel para o Conselho Tutelar que, segundo os denunciantes, nunca chegou a funcionar no local.
Enquanto isso, o parecer do TCE/TO sobre as contas de 2021 apontou graves falhas fiscais e contábeis. Entre as irregularidades, estão:
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Gasto com pessoal acima do limite legal, alcançando 57,49% da Receita Corrente Líquida, quando o máximo permitido é 54%;
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Aplicação insuficiente na educação, com apenas 18,26% da receita de impostos destinados à área, abaixo do mínimo constitucional de 25%;
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Recolhimento menor que o devido ao INSS, com alíquota patronal de 16,86%, inferior aos 20% exigidos;
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Déficit atuarial de R$ 43,5 milhões no regime próprio de previdência municipal;
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Irregularidades em restos a pagar e falta de transparência contábil.
Diante do parecer negativo do Tribunal de Contas, a Câmara Municipal iniciou o julgamento político das contas. O cenário é amplamente desfavorável ao prefeito, que perdeu o apoio da maioria dos vereadores — atualmente, 10 dos 13 parlamentares formam a base de oposição.
Nos bastidores, a avaliação é de que a cassação de Kasarin é inevitável, resultado do acúmulo de denúncias, da rejeição técnica das contas e do isolamento político dentro do Legislativo. Caso seja confirmada, Colinas poderá enfrentar um período de instabilidade administrativa e possíveis mudanças na condução do governo municipal.




