Gestão Ksarin vive momento crítico entre CPI, impeachment e contas rejeitadas

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A gestão do prefeito Josemar Carlos Ksarin (UB) atravessa seu momento mais delicado desde o início do mandato em Colinas do Tocantins. Em apenas uma semana, o chefe do Executivo passou a enfrentar três frentes de desgaste político: a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal, o recebimento de um pedido de impeachment e a rejeição de suas contas de 2021 pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

 

CPI vai investigar interferências em conselhos municipais

A Câmara definiu na noite de segunda-feira (27) os membros da CPI que investigará possíveis interferências do Executivo na autonomia e no funcionamento dos conselhos municipais. A comissão será presidida por Edmilson Bolota (UB), tendo como relator Marcos Júnior Guimarães (Republicanos) e membro Ranniere Macaúba (PP).

O requerimento de criação da CPI cita indícios de interferência indevida da Prefeitura em órgãos colegiados e aponta fragilidades estruturais em diversos conselhos. Um dos casos mais emblemáticos é o do Conselho Municipal de Saúde, cuja presidência teria sido substituída pela administração após a apresentação de um relatório à Câmara. Também foram mencionados problemas de funcionamento no Conselho Tutelar e no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), que enfrentam limitações operacionais e falta de diálogo institucional.

Impeachment aprovado por ampla maioria

Além da CPI, os vereadores aprovaram, na mesma sessão, o recebimento do pedido de impeachment contra o prefeito. A denúncia, apresentada por Ricardo Fernandes, proprietário do site Diário Tocantinense, aponta o recebimento de R$ 144.666,66 por Kasarin na folha de dezembro de 2024.

Segundo o documento, o valor corresponderia à soma do salário mensal (R$ 14 mil) com rescisão de férias, 13º salário dos anos de 2021, 2022, 2023 e o proporcional de 2024, além de “outras remunerações”. O pedido foi aceito por dez vereadores da oposição, que demonstraram coesão política, contra três votos da base governista.

Com a decisão, o prefeito será notificado nesta terça-feira (28) para apresentar sua defesa dentro do prazo legal.

Contas rejeitadas aumentam o desgaste

O clima político se agravou ainda mais após o Tribunal de Contas do Estado (TCE/TO) recomendar a rejeição das contas da Prefeitura referentes ao exercício de 2021, sob alegação de irregularidades fiscais e financeiras. O julgamento dessas contas teve início no último dia 20, e o parecer negativo do órgão de controle serviu de combustível para a oposição intensificar as cobranças sobre a atual gestão.

Cenário político em ebulição

Com CPI instaurada, processo de impeachment em andamento e contas rejeitadas, Kasarin enfrenta um cenário de forte isolamento político. A base de apoio na Câmara mostra sinais de enfraquecimento, enquanto a oposição atua de forma articulada.

Nos bastidores, lideranças locais avaliam que o desfecho das investigações e do processo de impeachment definirá não apenas o futuro político do prefeito, mas também o rumo da gestão municipal nos meses finais do mandato.

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