A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), a Operação Nêmesis, destinada a investigar crimes praticados contra a administração da Justiça e possíveis ações de obstrução às investigações de um esquema de desvio de recursos públicos no Tocantins.
Segundo a PF, os alvos tinham relação com uma organização criminosa suspeita de desviar verbas destinadas ao pagamento de empresas contratadas para o fornecimento de cestas básicas durante a pandemia da Covid-19. Os recursos teriam sido utilizados de forma irregular enquanto o estado atravessava um dos períodos mais críticos da crise sanitária.
A operação cumpriu 24 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). As ações ocorreram em Palmas e Santa Tereza do Tocantins. Entre os investigados, está o governador afastado, Wanderlei Barbosa, que teve locais ligados a ele como alvo das buscas.
A investigação é um desdobramento da 2ª fase da Operação Fames-19, deflagrada no último dia 3 de setembro. Na ocasião, a Polícia Federal encontrou indícios de que documentos e materiais sob interesse da investigação teriam sido removidos e ocultados com o uso de veículos oficiais, em tentativa de atrapalhar o trabalho dos agentes.
Conforme a PF, a Operação Nêmesis busca impedir novas destruições de provas e rastrear ativos que possam comprovar a participação dos envolvidos, além de identificar outros suspeitos ligados ao esquema.
O caso tramita sob sigilo na Corte Especial do STJ, responsável por conduzir investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado. A Polícia Federal informou que, por enquanto, não está prevista coletiva de imprensa para detalhar a ação.




