O governador Wanderlei Barbosa determinou, neste sábado 06, a criação de uma comissão especial formada por cinco secretarias estaduais para realizar um diagnóstico minucioso de todos os atos praticados durante os 93 dias da gestão interina no Tocantins. O objetivo é identificar possíveis irregularidades, decisões intempestivas ou medidas sem respaldo técnico, assegurando que a retomada da administração ocorra de forma segura, organizada e sem prejuízos à população.
A comissão será composta pela Procuradoria-Geral do Estado, Casa Civil, Secretaria do Planejamento, Secretaria da Fazenda e Controladoria-Geral do Estado. O grupo irá revisar contratos firmados ou cancelados, pagamentos executados ou suspensos, além de outros atos administrativos que possam ter gerado impacto financeiro ou operacional.
Entre os pontos considerados sensíveis pela gestão Wanderlei estão o decreto de emergência na saúde, que incluiu dívidas já prescritas; o anúncio de repasses de R$ 417 milhões aos municípios sem previsão orçamentária; o lançamento de programas apontados como eleitoreiros, como o Tocantins Presente; e inaugurações de obras ainda inacabadas.
A análise também incluirá políticas e serviços afetados por cancelamentos ou interrupções durante o período interino. Entre eles:
Programa Jovem Trabalhador, que teve seu encerramento anunciado; Plano de saúde dos servidores estaduais, que registrou suspensão ou cancelamento de serviços essenciais; Rede Integrada de Proteção à Mulher, encerrada durante a gestão interina, resultando no recolhimento de 44 caminhonetes utilizadas por municípios em ações de combate à violência.
Para o governo, a revisão é fundamental para restabelecer o planejamento responsável, recuperar políticas públicas essenciais e corrigir eventuais distorções geradas no período de transição. A comissão iniciará os trabalhos de imediato e deve apresentar os primeiros relatórios nos próximos dias.




