A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo aprovou os projetos de lei que criam as rotas turísticas do Capim Dourado (PL 1778/2023) e das Serras Gerais (PL 1779/2023), ambos de autoria do deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO). As propostas seguem agora para o Plenário, mas, caso não haja recurso, serão encaminhadas diretamente para sanção presidencial.
A relatoria ficou a cargo da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), que destacou o impacto social e econômico da iniciativa, especialmente em municípios que registram alguns dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado.
A Rota do Capim Dourado contempla municípios como Mateiros, São Félix, Ponte Alta, Novo Acordo, Almas e Lagoa do Tocantins — territórios onde o capim dourado é símbolo cultural, econômico e fonte de renda para diversas comunidades, especialmente quilombolas. Para Dorinha, o reconhecimento turístico fortalece atividades como a agricultura familiar, o turismo de base comunitária e o artesanato.
“O capim dourado é um elemento que dá nome à rota turística que representa não apenas o sustento das comunidades da região, mas também um símbolo da cultura quilombola. Sob o aspecto econômico e social, é importante destacar que vários dos municípios figuram entre as últimas colocações do estado quando analisado o Índice de Desenvolvimento Humano”, afirmou a senadora.
Já a Rota das Serras Gerais reúne cidades como Dianópolis, Arraias, Taguatinga e Natividade, conhecidas pelos atrativos naturais e históricos, e procuradas por turistas em busca de aventura, ecoturismo e cultura.
Segundo Dorinha, a aprovação das rotas deve contribuir para a geração de emprego e renda, ao atrair diferentes perfis de visitantes e ampliar o acesso das regiões a recursos e apoio técnico. A criação das rotas também fortalece a organização do turismo regional e pode facilitar novos investimentos públicos e privados.
Se não houver recurso solicitando votação no Plenário, os dois projetos seguirão para sanção presidencial.




